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SUZANO S.A. ON ATZ NM

SUZB3 · CODIGO B3
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A Suzano S.A. é a maior produtora mundial de celulose de eucalipto e uma das principais empresas de papel da América Latina. A companhia atua de forma integrada, indo do plantio florestal de eucalipto à produção de celulose de mercado, papéis para impressão, embalagem, papel sanitário e produtos de consumo, em uma cadeia que ela mesma controla desde a muda. A empresa nasceu da fusão entre Suzano Papel e Celulose e Fibria Celulose, concluída em 2019, e essa operação criou um líder global em fibra curta capaz de definir referência mundial de preço para a hardwood pulp.

A operação é estruturada em duas frentes principais. A divisão de celulose responde pela maior parcela da receita e é majoritariamente exportadora, com clientes em mais de 80 países, especialmente Ásia (China em primeiro lugar), Europa e América do Norte. Plantas como Três Lagoas no Mato Grosso do Sul, Imperatriz no Maranhão, Aracruz no Espírito Santo e Mucuri na Bahia estão entre as maiores fábricas de celulose do mundo, com capacidade somada superior a dezenas de milhões de toneladas por ano. A divisão de papel produz para mercado interno e externo, com marcas em papel sulfite, embalagem e tissue, atendendo varejo, indústria e consumidor final.

A Suzano tem capital aberto na B3 sob o ticker SUZB3, que corresponde às ações ordinárias com direito a voto e classe única, sem ON e PN paralelas. A empresa também tem ADRs negociadas em Nova York. O capital é controlado por holdings das famílias Feffer e Almeida, fundadoras históricas das duas empresas que se fundiram, com participação relevante de pulverização entre fundos institucionais brasileiros e estrangeiros. SUZB3 tem peso relevante no Ibovespa e no MSCI Brazil, sendo uma das ações mais líquidas do segmento de papel e celulose globalmente.

Tese de investimento

Os dois lados de SUZB3

A favor

A tese a favor da SUZB3 começa pela vantagem competitiva florestal. O eucalipto plantado no Brasil cresce em ciclo de 7 anos, contra 25 a 40 anos do pinus em geografias do hemisfério norte. Essa produtividade, combinada com clima favorável, custo de terra menor e logística integrada, resulta em custo caixa de produção de celulose entre os mais baixos do mundo, frequentemente abaixo de 200 dólares por tonelada. Concorrentes em Escandinávia ou Canadá operam com custo materialmente mais alto. Quando o preço internacional da celulose cai, produtores de fibra curta nórdicos saem da curva primeiro, deixando volumes para Suzano, Klabin e CMPC.

O segundo pilar é a posição como price-setter global. A Suzano sozinha responde por parcela relevante da capacidade mundial de hardwood pulp, e suas decisões de paradas programadas de manutenção, expansões e níveis de estoque influenciam o preço de referência publicado em índices como FOEX e RISI. Essa posição não garante margens em ciclos baixos, mas dá poder relevante de gestão de oferta em momentos de excesso. A integração vertical do plantio à fábrica protege contra movimentos de preço da madeira, ao contrário de produtores que compram terceirizado.

A diversificação de produtos é o terceiro pilar. Embora celulose seja maioria, a Suzano produz papel sulfite (Report, Tagus), embalagens, papel-cartão para alimentos, papel sanitário e linha de produtos absorventes via marcas como Mimmo. Em momentos de celulose pressionada, papel costuma manter margens mais estáveis. A linha de tissue tem crescimento estrutural acompanhando o consumo per capita de papel sanitário em mercados emergentes. A Suzano tem posições em pulp tissue, fluff e dissolving pulp, ampliando opcionalidade de mix.

Por fim, há a tese de bioeconomia. Florestas plantadas absorvem CO2 e a celulose de mercado é matéria-prima para produtos que substituem plásticos, como embalagens biodegradáveis. A Suzano investe em projetos de nanocelulose, lignina, biocombustíveis e biocompósitos via Suzano Ventures e parcerias acadêmicas, posicionando-se para uma economia de baixo carbono. Em ESG, a empresa tem certificações FSC e PEFC para operações florestais, é signatária de compromissos de net-zero e historicamente lidera rankings de sustentabilidade no setor. A geração de caixa em ciclos altos de celulose já permitiu DY superior a 10% em períodos específicos, embora seja altamente cíclica.

Contra

O maior risco da SUZB3 é a ciclicidade do preço da celulose. O hardwood pulp tem ciclos de 3 a 5 anos, com amplitudes que podem ir de 400 dólares por tonelada em fundos de ciclo a mais de 800 dólares em picos. Cada 100 dólares de variação no preço FOEX representa bilhões em Ebitda anual da Suzano. Esses ciclos são guiados por adições de capacidade nova (uma planta greenfield demora cerca de 30 meses para entrar em operação), mudanças no consumo chinês, e estoques de cadeia. Em ciclos baixos, mesmo o produtor de menor custo pode operar com margens comprimidas e geração de caixa apenas marginalmente positiva.

A dependência da China é o segundo grande risco. A China é o maior mercado importador mundial de celulose de mercado, e mudanças regulatórias, ciclos imobiliários (que afetam papel-cartão) ou desaceleração econômica chinesa impactam diretamente preços de referência. Quando produtores chineses adicionam capacidade integrada local, a importação cai, pressionando preços globais. A Suzano vende parcela substancial de sua produção para a China, e a relação geopolítica e cambial entre China, Estados Unidos e mercados emergentes adiciona camada de incerteza.

O risco financeiro inclui alavancagem após a fusão e exposição cambial. A integração com a Fibria foi parcialmente financiada via dívida, e a empresa tem trabalhado para reduzir alavancagem ao longo dos ciclos. A receita é majoritariamente em dólares, mas custos de produção, capex e parte da dívida são em diferentes moedas. Movimentos cambiais bruscos podem impactar resultado contábil via marcação a mercado de hedge e dívida em moeda forte. Capex de manutenção florestal e industrial é elevado e contínuo, exigindo disciplina de capital.

Há também riscos estruturais e regulatórios. A demanda por papéis para impressão e escrita está em declínio estrutural global, com queda de uso de impressoras e migração para digital. Embora isso seja parcialmente compensado por crescimento em embalagens (e-commerce) e tissue (consumo per capita em emergentes), a diversificação leva tempo. Riscos ambientais incluem incêndios florestais, pragas em plantações de eucalipto, conflitos fundiários eventuais em áreas de plantio e pressão regulatória sobre licenças. Por fim, expansões greenfield como o Projeto Cerrado adicionam capacidade ao mercado e podem contribuir para pressão sobre preços de celulose nos anos de comissionamento.

Comparação

Como SUZB3 se posiciona

Na bolsa brasileira, o par natural da SUZB3 é a KLBN11 (Klabin), também produtora integrada de celulose e papel. A diferença está no mix: enquanto a Suzano é majoritariamente celulose de mercado e papel para impressão, a Klabin tem foco maior em papel-cartão para embalagem e papelão ondulado, segmentos com demanda menos cíclica via Puma I e II. A IRBR3 e a EUCA3 atuam em frentes adjacentes mas em escala muito menor. A SUZB3 sozinha tem capacidade de celulose superior à soma de várias produtoras brasileiras de papel.

Comparada a peers globais, a Suzano tem entre os menores custos de produção de hardwood pulp do mundo. A CMPC chilena, a Arauco (também chilena, privada), a UPM finlandesa, a Stora Enso sueca e a Metsä Group são os principais concorrentes em pulp de mercado. A International Paper americana e a WestRock atuam mais em embalagens e papel-cartão. Em múltiplos, a SUZB3 historicamente negocia com EV/Ebitda entre 5 e 8 vezes, frequentemente em desconto para peers nórdicos por prêmio de risco emergente, e pode parecer cara nos fundos de ciclo, quando o Ebitda contraído infla o múltiplo.

Em produtividade florestal, a Suzano tem incremento médio anual (IMA) entre os mais altos da indústria, em torno de 35 a 45 metros cúbicos por hectare por ano em plantios bem-conduzidos, contra 5 a 15 das geografias do hemisfério norte. Em ESG, a empresa publica metas claras de net-zero, mantém parcela substancial das áreas como conservação ambiental obrigatória e voluntária, e tem políticas de relacionamento com comunidades vizinhas. Compromissos de remoção líquida de CO2 e de fim de plantios em áreas controversas a posicionam favoravelmente em rankings setoriais.

Na bolsa brasileira, o par natural da SUZB3 é a KLBN11 (Klabin), também produtora integrada de celulose e papel.
Trajetória

A história de Suzano

1924

A história da Suzano remonta a 1924, quando a família Feffer iniciou operações com pequena distribuidora de papéis em São Paulo. Décadas depois, a Suzano Papel e Celulose se consolidou como uma das principais empresas integradas de papel e celulose no Brasil, com plantas em São Paulo, Bahia e Maranhão. A Fibria, por sua vez, nasceu da fusão entre Aracruz Celulose e Votorantim Celulose e Papel em 2009, criando uma das maiores produtoras de celulose de eucalipto do mundo, com plantas em Aracruz, Três Lagoas e Jacareí.

2018

A grande transformação veio em 2018 e 2019. A Suzano anunciou a aquisição da Fibria por valor relevante, criando a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo e um dos maiores produtores de celulose de qualquer tipo. A operação consolidou capacidade superior a 11 milhões de toneladas por ano, com sinergias significativas em logística, comercial e operacional. A integração levou alguns anos para ser totalmente capturada e exigiu redução de alavancagem ao longo dos ciclos seguintes.

2020

Os anos 2020 a 2023 foram marcados por ciclos contrastantes. Em 2021 e 2022, com retomada pós-pandemia e demanda chinesa aquecida, os preços de celulose atingiram patamares historicamente elevados, gerando caixa robusto e permitindo dividendos relevantes além de redução de dívida. Em 2023 e parte de 2024, novos volumes de capacidade chegaram ao mercado e o preço FOEX recuou, comprimindo margens. A Suzano seguiu disciplina de redução de alavancagem e avançou no Projeto Cerrado, expansão greenfield em Mato Grosso do Sul que adiciona milhões de toneladas anuais à capacidade, com inauguração em meados da década.

2030

Em paralelo, a empresa avançou em estratégia de bioeconomia e ESG. Aquisições de operações de tissue, lançamento de iniciativas em nanocelulose, lignina e bioprodutos via Suzano Ventures, e compromisso público de net-zero até 2030 (escopos 1, 2 e 3) marcaram a fase mais recente. A empresa também estruturou linhas de finance verde como green bonds e sustainability-linked bonds, alinhando custo de capital a metas ESG mensuráveis.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre SUZB3

Por que a Suzano só tem SUZB3 e não SUZB4?

A Suzano tem apenas uma classe de ações listada na B3, as ordinárias com direito a voto, sob o ticker SUZB3. A empresa adota estrutura de classe única, padrão para companhias listadas no Novo Mercado, segmento que exige 100% de ações ordinárias. Isso garante direito a voto a todos os acionistas e governança alinhada com investidores institucionais. Não existe SUZB4, e toda liquidez se concentra em SUZB3 e nos ADRs SUZ.

Quando a Suzano paga dividendos?

A Suzano tem histórico de pagar dividendos com base em resultados anuais e semestrais, geralmente após divulgação dos balanços. A política prevê distribuição mínima conforme estatuto, e a prática varia conforme alavancagem e ciclo de celulose. Em ciclos altos, dividendos extraordinários e juros sobre capital próprio (JCP) podem ser anunciados. Datas com (de corte) e ex (sem direito) são publicadas no site de RI após aprovações em conselho e assembleia.

Qual é o dividend yield histórico da SUZB3?

O dividend yield (DY) da SUZB3 é altamente cíclico. Em fundos de ciclo de celulose, o DY pode ficar entre 1 e 3% pela compressão de Ebitda. Em picos de ciclo, com hardwood pulp acima de 700 dólares por tonelada, o DY já superou 10% considerando dividendos extraordinários e JCP. A média histórica costuma se situar entre 3 e 7%, com volatilidade alta. Investidores com horizonte longo costumam considerar a média ao longo do ciclo completo e não pontualmente.

Como a Suzano paga proventos: dividendos ou JCP?

A Suzano combina dividendos clássicos com juros sobre capital próprio (JCP) na sua política de remuneração. O JCP é instrumento fiscalmente eficiente, com dedutibilidade no imposto de renda da empresa, e gera retenção na fonte de 15% para o investidor pessoa física. Dividendos puros são isentos de imposto para PF no Brasil. A combinação varia conforme planejamento tributário e disponibilidade de reservas estatutárias. Em ciclos altos, dividendos extraordinários adicionais costumam ser anunciados.

Como o dólar afeta SUZB3?

A Suzano tem receita majoritariamente em dólares, já que celulose é commodity precificada em USD globalmente e a maior parte da produção é exportada. Quando o real desvaloriza, a receita medida em reais aumenta, beneficiando margens. Por isso, SUZB3 funciona como hedge parcial contra desvalorização cambial. O efeito não é total porque parte do capex e dos custos é em reais, e a empresa tem dívida em diferentes moedas, com hedge contábil que pode gerar volatilidade de resultado contábil sem efeito caixa.

SUZB3 é boa para uma carteira de longo prazo?

SUZB3 oferece exposição a uma das mais competitivas produtoras globais de celulose, com vantagem estrutural de custo via eucalipto brasileiro. É volátil pelo ciclo de celulose, mas gera caixa relevante em ciclos altos. Para carteiras de longo prazo, costuma compor entre 3 e 8% do book de ações brasileiras, complementando setores cíclicos como mineração e siderurgia, e setores defensivos como bancos e saneamento. Quem busca exposição a commodities e bioeconomia tende a apreciar a tese.

Como o ciclo da celulose afeta a Suzano?

O ciclo da hardwood pulp é o principal driver da Suzano, com variações de 3 a 5 anos influenciadas por adições de capacidade global, demanda chinesa e estoques na cadeia. Em fase de oferta apertada, com pouca capacidade nova entrando, preços sobem e a Suzano captura margens robustas. Em fase de excesso, com várias plantas greenfield comissionadas, preços recuam e margens comprimem. A vantagem de custo da Suzano protege em fundos de ciclo, mas não elimina a volatilidade do Ebitda.

O que é hardwood pulp e por que importa para Suzano?

Hardwood pulp é a celulose feita de fibras curtas, predominantemente de eucalipto, usada em papéis de impressão, tissue e papel-cartão. É o produto principal da Suzano, com cerca de dois terços da receita. A diferença para softwood pulp (fibra longa, de pinus) está em propriedades técnicas: hardwood dá maciez e opacidade, enquanto softwood dá resistência. O Brasil é o maior produtor mundial de hardwood graças ao eucalipto plantado, e a Suzano lidera essa categoria definindo referências de preço globais.

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