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10 de abr
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Ibovespa renova recorde histórico aos 197 mil pontos pela primeira vez

O Ibovespa engata o terceiro dia de recordes consecutivos na expectativa de negociações para um acordo de paz definitivo no Oriente Médio, fechando em alta de 1,23% aos 197.534,11 pontos. A expectativa de que Israel venh…

23 de jan
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VALE3 sobe 2,46% com recomendação do BofA e otimismo sobre dividendos

Em 23 de janeiro de 2026, o Bank of America reiterou recomendação de compra para VALE3, com preço-alvo de R$ 89, destacando flexibilidade do portfólio, crescimento esperado no minério de ferro e cobre, disciplina em cust…

21 de jan
3m
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VALE3 sobe 3,02% impulsionada por minério e metais básicos

A valorização de VALE3 em 21 de janeiro de 2026 reflete a continuidade do forte momento das ações no início do ano. O papel acumulava ganhos expressivos nas primeiras semanas de 2026, impulsionado pela recuperação dos pr…

14 de jan
3m
R$ 78,92 +4,74% · VALE3

VALE3 dispara 4,74% impulsionada por alta do níquel e otimismo com metais básicos

A forte alta de VALE3 em 14 de janeiro reflete a valorização de mais de 25% nos preços do níquel no último mês, catalisada por atrasos no licenciamento na Indonésia, principal produtor mundial. O BTG Pactual projeta que…

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VALE3 · CODIGO B3
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A Vale S.A. é uma das maiores empresas de mineração do mundo e a maior produtora global de minério de ferro e pelotas, principal matéria-prima da indústria siderúrgica. Atua também na produção de níquel, cobre, manganês, ferroligas, carvão e potássio, além de operar logística integrada com ferrovias, portos e terminais marítimos próprios. A empresa é controlada por um bloco de acionistas formado por fundos de pensão, BNDESPAR e Mitsui, sem controlador único definido após a saída da Valepar em 2017.

A operação da Vale se concentra em quatro grandes segmentos. Ferrosos é o coração do negócio e responde pela maior parte da geração de caixa, com produção em larga escala nos sistemas Norte (Carajás, no Pará) e Sudeste (Itabira, Vargem Grande e Mariana, em Minas Gerais). Metais Básicos comercializa níquel e cobre, com operações no Brasil, Canadá e Indonésia. Carvão atua na produção em Moçambique. Logística integrada inclui as ferrovias EFC e EFVM, terminais portuários em Tubarão e Ponta da Madeira, e frota própria de navios graneleiros do tipo Valemax.

A Vale é a segunda empresa de maior peso no Ibovespa, atrás apenas da Petrobras em peso histórico, e tem ações listadas na B3 (VALE3) e na Bolsa de Nova York (NYSE: VALE). É um dos maiores exportadores brasileiros e historicamente uma das maiores pagadoras de dividendos do país, com geração de caixa fortemente atrelada ao preço internacional do minério de ferro precificado em dólares.

Tese de investimento

Os dois lados de VALE3

A favor

A tese a favor da VALE3 começa pela qualidade dos ativos. As reservas de Carajás, no Pará, contêm minério de ferro com teor médio acima de 65% de Fe, um dos mais altos do mundo, contra 58 a 62% de minas tradicionais na Austrália e China. Esse premium de qualidade reduz o consumo de carvão metalúrgico nas siderúrgicas e gera prêmio de preço sustentado, especialmente em ciclos de aperto regulatório de emissões na siderurgia chinesa.

O segundo pilar é a estrutura de custos. O custo caixa C1 da Vale para minério de ferro fica historicamente entre os menores do mundo, frequentemente abaixo de 25 dólares por tonelada, contra 35 a 50 dólares de produtores marginais. Isso significa que mesmo em cenários de minério a 70 ou 80 dólares por tonelada a empresa segue altamente lucrativa, enquanto produtores chineses domésticos e juniores australianos saem do mercado. A logística verticalizada (ferrovia + porto + navios próprios) reforça essa vantagem.

Há também a geração de caixa. A Vale historicamente foi uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo durante ciclos altos do minério, com distribuições que chegaram a representar dividend yield acumulado superior a 20% em anos como 2021 e 2022. A política de remuneração mínima atrelada ao Ebitda ajustado dá previsibilidade de fluxo aos acionistas, com possibilidade de extraordinários em ciclos favoráveis.

Por fim, há a diversificação geográfica e setorial. A Vale tem exposição relevante a níquel e cobre, metais críticos para a transição energética (baterias de elétricos, redes elétricas, motores eficientes). Esses segmentos podem se tornar contrapeso ao minério de ferro nas próximas décadas, dando opção real à empresa em um cenário de descarbonização. A liquidez e o tamanho mantêm a VALE3 como uma das ações mais relevantes em qualquer carteira diversificada brasileira.

Contra

O maior risco da VALE3 é a dependência da China. O país asiático absorve mais de 70% da produção mundial de minério de ferro transoceânico, e qualquer desaceleração estrutural do setor imobiliário chinês ou mudança de política industrial impacta diretamente o preço da commodity. O ciclo recente de queda na construção residencial chinesa, com falências de incorporadoras como Evergrande e Country Garden, derrubou demanda em margem e pressionou preços do minério.

O segundo risco é ESG e operacional. As tragédias de Mariana (2015, barragem da Samarco) e Brumadinho (2019, barragem da Mina Córrego do Feijão) deixaram passivos ambientais, jurídicos e reputacionais bilionários, com acordos firmados de mais de R$ 100 bilhões para reparação. A Vale ainda enfrenta processos no Brasil e no exterior, e qualquer novo incidente em barragem teria impacto material sobre as ações e sobre a licença social para operar.

A dependência do preço do minério de ferro é o terceiro risco. A receita está atrelada a uma commodity que pode oscilar entre 60 e 200 dólares por tonelada em janelas de poucos meses, com gatilhos macroeconômicos, geopolíticos ou regulatórios. Apesar do custo baixo proteger em ciclos de queda, a margem se deteriora rapidamente, e a geração de caixa dos picos só é possível com o minério em patamares historicamente altos.

Há ainda riscos estruturais. A transição energética global pode reduzir a intensidade de aço por unidade de PIB no longo prazo, principalmente se houver substituição agressiva por materiais alternativos ou avanço de aço verde a partir de hidrogênio. A Vale tem investido em hidrogênio verde e green briquettes, mas o capex envolvido é pesado e o retorno de longo prazo. Por fim, o controle pulverizado torna a empresa mais sujeita a mudanças de governança e ativismo de minoritários, o que historicamente já gerou instabilidade no conselho.

Comparação

Como VALE3 se posiciona

Na bolsa brasileira, o par mais natural é a PETR4. Ambas são commodities exportadoras brasileiras com peso semelhante no Ibovespa, receita atrelada a preços globais em dólar e exposição cíclica. A diferença está no produto: VALE3 está exposta ao minério de ferro (com viés siderúrgico chinês) e PETR4 ao petróleo (com viés energético global). Em portfólios de commodities brasileiras, é comum manter as duas pela complementaridade dos drivers macroeconômicos.

Comparada a majors globais como BHP (BHP), Rio Tinto (RIO) e Anglo American (AAL), a Vale costuma negociar com múltiplos descontados. O P/L histórico da empresa fica frequentemente entre 4 e 8 vezes, enquanto BHP e Rio Tinto negociam entre 8 e 14. Esse desconto reflete o risco país brasileiro, os passivos ambientais de Mariana e Brumadinho, e a percepção de governança após a saída do controle definido. Em compensação, o dividend yield costuma ser substancialmente maior nos picos do ciclo.

Em produtividade, a Vale se compara favoravelmente. O custo C1 em Carajás está entre os mais baixos do mundo, e o teor de Fe acima de 65% é único em escala. As majors australianas têm logística mais simples (minas mais próximas dos portos) mas teor mais baixo, o que cria competitividade equilibrada quando se inclui o premium de qualidade. Em ESG, a Vale avançou em redução de emissões e fechamento de barragens a montante, mas ainda carrega passivos reputacionais que BHP e Rio Tinto não têm na mesma escala. O case de níquel e cobre dá à Vale um ângulo de transição energética que produtoras puras de ferro não têm.

Na bolsa brasileira, o par mais natural é a PETR4.
Trajetória

A história de Vale

1942

A Vale foi fundada em 1 de junho de 1942 como Companhia Vale do Rio Doce, durante o governo de Getúlio Vargas, no contexto dos Acordos de Washington para fornecer minério de ferro às siderúrgicas dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Por décadas operou como empresa estatal sob controle do governo federal, expandindo gradualmente as minas de Itabira, em Minas Gerais.

1960

A descoberta de Carajás, no Pará, na década de 1960, transformou a empresa. A jazida, considerada a maior reserva de minério de ferro de alta qualidade do mundo, começou a operar comercialmente em 1985 com a inauguração da Estrada de Ferro Carajás e do Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. O sistema norte se tornou referência mundial em produtividade e custo.

1997

A privatização aconteceu em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, em leilão controverso por valor considerado por muitos como subvalorizado. O bloco controlador Valepar foi formado por Bradespar, Litel (fundos de pensão), Mitsui e BNDESPAR. Nos anos 2000, a empresa expandiu agressivamente em níquel (compra da Inco em 2006) e em logística, consolidando-se como uma das maiores mineradoras do mundo.

2015

O período recente foi marcado por tragédias. O rompimento da barragem de Fundão em Mariana (2015) causou 19 mortes e devastação no Rio Doce. Em 2019, o rompimento da barragem em Brumadinho matou 272 pessoas. Os acordos de reparação somam mais de R$ 100 bilhões. Em 2017 a Valepar foi dissolvida e a Vale virou corporation sem controlador definido, com governança mais alinhada a padrões internacionais.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre VALE3

Qual a diferença entre VALE3 e VALE5?

VALE3 são as ações ordinárias (ON) e dão direito a voto em assembleias. VALE5 (preferenciais) deixaram de existir após 2017, quando todas as ações foram unificadas em ordinárias no processo de migração para o Novo Mercado da B3. Hoje só existe VALE3 negociada na bolsa, e nos Estados Unidos a empresa lista ADRs sob o ticker VALE.

Quando a Vale paga dividendos?

A Vale tem histórico de pagar dividendos semestralmente, geralmente em março e setembro, com base nos resultados consolidados. A política prevê distribuição mínima de 30% do Ebitda ajustado menos investimentos, com possibilidade de dividendos extraordinários em ciclos altos do minério. Os anúncios oficiais saem após cada resultado trimestral e as datas com e ex são publicadas no site de RI.

Qual o histórico de dividend yield da VALE3?

O dividend yield da VALE3 varia conforme o ciclo do minério de ferro. Em ciclos baixos (minério abaixo de 80 dólares), o yield costuma ficar entre 4% e 8% ao ano. Em ciclos altos (minério acima de 150 dólares), pode superar 20% como aconteceu em 2021 e 2022. A volatilidade é alta porque o caixa operacional oscila com o preço da commodity e com o câmbio.

Como o preço do minério de ferro afeta VALE3?

O preço internacional do minério de ferro é o principal driver da receita da Vale. Cada 10 dólares de variação por tonelada costuma representar bilhões de reais em Ebitda anual. A relação não é linear porque a empresa tem custos fixos relevantes (depreciação, capex, royalties), o que amplifica o efeito do preço sobre o lucro líquido. Em geral, VALE3 tem correlação positiva alta com o preço spot do minério precificado em Qingdao, China.

A China afeta muito a VALE3?

Sim, fortemente. A China consome aproximadamente 70% do minério de ferro transoceânico mundial, principalmente para construção civil e infraestrutura. Mudanças no PIB chinês, na política de estímulo imobiliário ou em metas de redução de emissões na siderurgia impactam diretamente a demanda. As ações da Vale costumam ter correlação alta com indicadores chineses como PMI da construção e estoques portuários.

VALE3 é boa para uma carteira de longo prazo?

VALE3 oferece exposição a uma das commodities mais relevantes do mundo, com geração de caixa robusta e dividendos historicamente generosos. Para carteiras de longo prazo, costuma compor entre 5% e 15% do book de ações brasileiras, balanceada com setores defensivos. O risco principal é a volatilidade do minério e os passivos ESG. Quem busca renda passiva tende a apreciar os ciclos de altos dividendos.

O que aconteceu em Mariana e Brumadinho?

Em novembro de 2015, a barragem de Fundão da Samarco (joint venture entre Vale e BHP) rompeu em Mariana, MG, causando 19 mortes e devastação no Rio Doce. Em janeiro de 2019, a barragem da Mina Córrego do Feijão rompeu em Brumadinho, MG, causando 272 mortes. Os acordos de reparação somam mais de R$ 100 bilhões e a empresa segue cumprindo pagamentos a famílias e municípios afetados.

Qual a relação entre VALE3 e o dólar?

A receita da Vale é majoritariamente em dólares já que minério de ferro é commodity precificada globalmente em USD. Quando o real desvaloriza, a receita medida em reais aumenta e beneficia a empresa. Por isso VALE3 funciona como hedge parcial contra desvalorização cambial. O efeito não é total porque parte dos custos é em reais (folha, fornecedores, royalties brasileiros).

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